Não é simples achar uma solução para resolver todos os
problemas relacionados ao trânsito, creio que não seja como um passe de
mágicas, até porque na teoria tudo é mais fácil que na prática, porém,
observando diariamente motoristas, passageiros, ciclistas e pedestres, uma
coisa se pode constatar: Há uma má educação generalizada, um individualismo
enorme, cada um busca seu próprio interesse e o outro que se exploda.
Solução mágica realmente não existe, mas uma forma de
amenizar parte dos problemas do trânsito seria investir em educação, como o
Código de Trânsito Brasileiro já prevê, iniciativas como: ser obrigatório na
renovação assistir as aulas teóricas, isso a cada cinco anos, não mata ninguém,
procurar escolas da rede pública e privada com o intuito de fornecer material
educativo para os estudantes das series iniciais até o ensino médio.
Uma coisa é certa a atual realidade do nosso trânsito é
trágica, discussões, brigas, e o pior: mortes, por arma de fogo após um
desentendimento, ou mesmo por motoristas imprudentes, a cada dia as pessoas
ficam menos pacientes e, mas ignorantes, não conseguem aguardar um minuto para
que um pedestre atravesse na faixa destinada ao mesmo, e o nosso governo tapa
os olhos, ou pelo menos é o que parece. Dos agentes destinados a trabalhar no
trânsito não vou nem entrar no mérito de falar, pois vocês sabem bem como são
abordados e tratados pelos mesmos, que erradamente acham que multar é a
solução, muitos não conhecem nem mesmo o CTB aí fica difícil.
Enquanto isso, rezar! Será essa nos dias de hoje nossa única
solução, pois em Deus se pode confiar, pois Ele não só promete como cumpri. Já
os homens, nesses, é melhor terminar por aqui.
Caro Profº Daniel, excelente artigo. De fato a educação no trânsito, principalmente para os mais jovens, é primordial uma vez que estará atuando na prevenção dos agravos. Porém é preciso tomar consciência dos mecanismos, por vezes inconscientes, que nos fazem "esquecer" dos bons modos no trânsito ( e isso para todos: motoristas, pedestres, passageiros e ciclistas)e lançar mão da má educação. Um destes mecanismos é a pressa. Vivemos correndo contra o tempo: a mente sempre desejando querer estar no momento seguinte. Se entramos no carro para ir trabalhar, já queremos ter chegado no trabalho, mas ainda não chegamos. O engarrafamento vira o inimigo que nos impede de chegar ao momento seguinte, mas quando se chega ao momento seguinte, já queremos que chegue o próximo e assim por diante...Este exemplo vale para todos. O pedestre que, mesmo podendo fazer uso de uma passarela não o faz. Simplesmente atravessa na frente dos carros e motos só para adiantar o tempo que teria que esperar até o semáforo fechar. O ciclista que por vezes compete com as motos...São n's exemplos. Refletindo sobre tudo isso podemos chegar à conclusão de que antes da desacreditação no homem, precisamos identificar o que estará por trás de tanta ansiedade, brigas e até mortes no trânsito. Será ele que está caótico ou a maneira como levamos a vida? E essa maneira de levar a vida está apenas sendo refletida no trânsito caótico? E por que não nos conflitos existentes no seio familiar, na relação com os amigos e até da nossa ingratidão para com Deus? Este quem criou os céus e a terra, mas insistimos em sempre sempre preocupados e ansiosos em estar no futuro e lá...no meio do trânsito caótico p. ex. não temos tempo de agradecer a Deus dizendo para Ele: obrigada pelo ar que estou respirando! Por estar vivo! Então...paremos e façamos uma reflexão do que estamos fazendo com a nossa vida porque com certeza isso se refletirá no coletivo. Quanto às autoridades do trânsito deixo a mesma reflexão...porém não apenas a que diz respeito à pressa, mas ao compromisso com a profissão, pois o salário no fim do mês, apesar de ser importante para a nossa sobrevivência aqui, não compra a auto-satisfação e nem a sensação de dever cumprido. Isso, apenas as pessoas comprometidas com o que se habilitam a fazer podem sentir. Alias este sentimento de dever cumprido faz bem a saúde! Um bom fds a todos.
ResponderExcluirGrande abraço
Patrícia de Paula - ex-aluna do Profº Daniel