O trabalhador autônomo Joseph Lima foi vítima de um acidente de trânsito que o deixará imobilizado durante os próximos quatro meses. O fato, que por si só já é grave, soma-se ao detalhe de que o jovem técnico de segurança eletrônica, de 23 anos, foi atropelado e arremesado por um carro oficial conduzido por um militar do Batalhão de Polícia Trânsito (BPTran), na terça-feira da semana passada (17).
Segundo relato do pai da vítima, Sylvio Melo, o militar, identificado como sargento Cardoso, fez uma entrada brusca na alça viária do trevo do Polo, em Marechal Deodoro, enquanto Joseph seguia em sua moto Twister na pista principal. “Ele não sinalizou que entraria na alça e nem parou antes de voltar à pista”, afirmou Sylvio.
“Meu filho foi atropelado por um agente do Estado, quando estava a serviço do governo e ainda usando um carro oficial. Foi atingindo num acidente por uma infração cometida por quem deveria dar exemplo de educação no trânsito”, lamentou.
O jovem, que estava a caminho de Pilar, a trabalho, disse que ainda buzinou para alertar o motorista. “Eu vinha atrás dele e tentei chamar a sua atenção para que ele desse o sinal caso fosse acessar a alça. Mas não adiantou, e ele sequer parou, mesmo ao ver a placa de sinalização. Eu tentei desviar, mas acabei colidindo contra o carro”, relatou.
Após o acidente, o jovem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE). Com o impacto da colisão, Joseph foi arremessado e chegou a quebrar uma placa de sinalização de trânsito com as costas. O resultado foi uma perna quebrada em dois pontos diferentes e a necessidade de uma cirurgia para a colocação de uma placa de metal. “Isso nos custará R$ 6.380. Teremos de arcar com as despesas, mesmo sem termos condições”, lamentou o pai, já adiantando que a família vai recorrer à Defensoria Pública para ser ressarcida pelo Estado.
Caso fosse fazer a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o jovem teria que esperar, no mínimo, seis meses para se submeter ao procedimento cirúrgico. Segundo os médicos que o atenderam, Joseph não poderia aguardar tanto tempo, uma vez que o osso quebrado se calcifica em 15 dias. “Eu ficaria aleijado, com uma perna menor que a outra”, acrescentou.
Além das despesas médicas, e da perda total da moto, o drama da família aumenta com o fato de que Joseph ficará quatro meses sem atividade, já que tem ordens expressas do médico de que não pode se mover. “Ele nem conseguiria. O médico que nos atendeu falou que ele teve muita sorte de não ter ficado com uma sequela grave, porque o acidente foi mesmo muito sério”, falou o pai.
Fonte: Portal Tudo na Hora
Professor vei... você comeu os bombons sozinho hj ? ;D
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